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Agosto/2017 - Toni Sando

Aviação, um dos pilares para o turismo

A aviação é peça fundamental na cadeia produtiva de turismo, eventos e viagens. Eduardo Sanovicz, Presidente da Abear, Associação Brasileira das Empresas Aéreas, é um dos líderes que colocam em pauta as principais necessidades, assim como fez quando à frente da Embratur, Instituto Brasileiro de Turismo, da São Paulo Turismo e do São Paulo Convention & Visitors Bureau. “Além de criar empregos e gerar riquezas de forma direta e indireta, o transporte aéreo conecta pessoas e ideias: reúne famílias e amigos, fomenta o turismo e os negócios locais, estimula investimentos e a integração às cadeias globais de produção e comércio, integra comunidades pequenas e remotas de forma sustentável, provendo acesso a recursos sociais e de saúde, e fornece alívio e ajuda rápida em situações emergenciais. Diversos setores econômicos inteiros têm suas atividades facilitadas, ou até mesmo inteiramente viabilizadas, pelo transporte aéreo, tais como o turismo, o comércio, a indústria de gás e petróleo, entre outras”, me contou.

O setor passou por diversas mudanças nas últimas décadas, como esclarece também Tarcísio Gargioni, Vice-Presidente Comercial e de Marketing da Avianca e Vice-Presidente do Conselho de Administração do São Paulo Convention & Visitors Bureau. “Entrei na aviação em 1990, quando o cenário era totalmente diferente no Brasil, um outro mercado, perfil de cliente díspar, modelo comercial dessemelhante, impossível de comparar. Houve uma alteração bastante significativa a partir do ano 2000, com a entrada da internet, quando foram eliminados bilhetes, e principalmente em 2003, quando foram liberados os preços de maneira plena. Então os preços caíram depois desse marco. Muita gente que não voava voltou ou começou a voar”. Sanovicz ainda completa: “Com a desregulamentação do preço dos bilhetes, o cenário da aviação começou a mudar: o avião é o meio escolhido por mais de 65% dos viajantes de longa distância. Entre outras razões, isso aconteceu porque os valores médios das tarifas aéreas domésticas caíram 48% entre 2002 e 2015, com quase 60% dos bilhetes comercializados por valores abaixo de R$ 300 ao final desse período”. Números da Abear apontam que R$ 312 bilhões é o impacto econômico resultante da aviação no Brasil de forma direta, indireta, induzida (efeito renda) e pelo efeito catalisador no setor de turismo.

A aviação é a responsável por 3,1% de toda a produção nacional, com 2,7 mil decolagens diárias realizadas por companhias aéreas brasileiras e estrangeiras no país e 110 milhões de passageiros domésticos e internacionais embarcaram no ano no Brasil. Desse total, 103 milhões voaram exclusivamente em companhias brasileiras. A Avianca é uma delas.

Uma pauta que ganhou destaque nos últimos meses foi a nova regulamentação para cobrança de bagagens: “A desregulamentação da franquia de bagagem é um avanço que beneficia os consumidores e alinhar o Brasil a práticas internacionais há muito tempo consolidadas. Com a aplicação da norma estabelecida pela ANAC, e assim como ocorre em todos os mercados importantes do mundo, as empresas nacionais podem oferecer agora aos seus passageiros a possibilidade de adquirir bilhetes com preço equivalentes ao tipo de bagagem que transporta. Assim, o passageiro que viaja sem bagagem paga menos e o passageiro que despacha bagagens paga apenas por aquilo que transporta. Isso naturalmente acirra a concorrência entre as empresas, o que beneficia os passageiros”, conforme explica Sanovicz.

Neste mesmo assunto, Gargioni diz que, com isso, o Brasil fica dentro do modelo internacional: “É uma relação justa com os clientes. Acredito que em um primeiro momento, possa haver um pouco de confusão. Mas, por outro lado, a legislação foi benéfica para quem não leva muita bagagem. Hoje a franquia é de 5 kg para bagagem de mão, agora passou a ser de 10 kg. Houve um aumento da possibilidade de você transportar somente a mala de mão, ideal para viagens mais rápidas. No mundo inteiro hoje é aplicado o conceito de que quem usa, paga; quem não usa, não paga”.

Essa é apenas uma das pautas que impactam na sustentabilidade do setor, um dos pilares para o turismo. Há, por exemplo, a alíquota do ICMS que varia de 12% a 25%, um dos grandes responsável pelo encarecimento do preço para as viagens domésticas. São distorções que precisam ser corrigidas. E são de profissionais como Eduardo Sanovicz e Tarcisio Gargioni que se pode esperar um futuro mais promissor para o incremento da economia no País por meio da aviação.


  • Toni Sando

    Toni Sando

    Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau

*Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando tem em seu currículo graduação em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), cursou pós-graduação em marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e tem MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seu histórico profissional inclui destacadas atuações nas áreas de operações, marketing, produtos e negócios no mercado financeiro (bancos Noroeste, Nacional e Unibanco). Durante sete anos dedicou-se à área de marketing da Accor Hotels na América do Sul.

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