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Abril/2017 - Toni Sando

A resiliência é a chave para o turismo

A palavra “resiliência” possui significado tanto fisiológico quanto figurativo. E ambos são ótimos. Na fisiologia, temos o entendimento do corpo que, após algum tipo de pressão, retorna à forma original. Já no simbólico, é qualidade daqueles que são suscetíveis a mudanças. Vindo etimologicamente do inglês, resilience traz ainda outra interpretação, igualmente válida: elasticidade. Tudo vem de encontro aos números do setor de turismo em São Paulo.

2016 foi um ano de desafios para todos os segmentos, quando turbulências político-econômicas no Brasil afetaram diretamente a saúde financeira do mercado de produtos e serviços e do consumidor. A resiliência não era uma opção: no setor de feiras, calcula-se uma queda de 20% no número de expositores e 15% no público entre 2014 e 2016. Ainda assim, as expectativas para movimentação econômica dos setores relativos a esses eventos continuaram altos. É o famoso “mais com menos”.

Perante tantos obstáculos, a hotelaria de São Paulo fechou o ano com uma taxa de ocupação de 61,5%, basicamente o mesmo número de 2015, 61,4%, interrompendo uma queda que vinha desde 2011. A resiliência vem de medidas fortes: a diária média em 2016 possuiu um dos valores mais competitivos dos últimos quatro anos. A fonte é o relatório “Viagens, Turismo e Eventos na Cidade de São Paulo em 2016 e Tendências para 2017”, do Observatório do Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo.

Em meio às lutas diárias, há conquistas que precisam ser comemoradas. Em novembro, a taxa de ocupação bateu 70,1%, um marco em 15 meses, com a realização da Formula 1 e Salão do Automóvel, que juntos movimentaram R$540 milhões em São Paulo, além de Congressos e outros eventos.

O ISS arrecadado pelo Grupo 13, que inclui Turismo, foi 2,3% maior do que 2015, atingindo R$277,4 milhões. Uma pesquisa realizada pelo Portal Eventos, “Mercado de Eventos no Brasil”, aponta que 32% das empresas consultadas esperam elevar o orçamento destinado a eventos.

A captação de eventos nacionais e internacionais também se mostra otimista. Um levantamento feito pelo São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB) em janeiro aponta que, somente com os eventos captados realizados em 2016 somados aos confirmados até o momento até 2020, foi estimada a movimentação de mais de R$151 milhões com visitantes somente com hospedagem. Esses encontros não constam na agenda fixa do destino e são captados por meio de um trabalho de mapeamento e prospecção de eventos rotativos que acontecem no Brasil e no Mundo. Calcula-se que, em 2016, os eventos captados com apoio do SPCVB geraram uma movimentação de R$49,3 milhões com visitantes. E, para 2017, está previsto que seja superada em pelo menos 34%, apenas com os eventos confirmados até o momento da pesquisa.

A resiliência é a chave e a porta é a mudança. E todos precisam passar por ela.


  • Toni Sando

    Toni Sando

    Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau

*Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando tem em seu currículo graduação em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), cursou pós-graduação em marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e tem MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seu histórico profissional inclui destacadas atuações nas áreas de operações, marketing, produtos e negócios no mercado financeiro (bancos Noroeste, Nacional e Unibanco). Durante sete anos dedicou-se à área de marketing da Accor Hotels na América do Sul.

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